Troncos e Peles
Ateliês

Bolinho - Heverton Lima

Troncos e Peles

Rua das Rosas

Parque Janga - Paulista

Heverton de Souza Lima é Bolinho, percussionista, artesão e educador. Nasceu em 1988, tem 38 anos. Cresceu e criou-se na comunidade da Mirueira, na cidade de Paulista, Pernambuco. Foi lá que teve seus primeiros contatos com o ritmo, contava 8 ou 9 anos de idade. Foram as La Ursas e a Capoeira suas primeiras escolas rítmicas, expressões culturais muito presentes em sua comunidade e em muitas periferias pernambucanas. Novembro de 2004: passa a integrar o Maracatu Nobre Real, onde teve os primeiros contatos com os ritmos tradicionais deste brinquedo. Também em Paulista, no ano de 2007 e cheio de inquietações, entra para o Afoxé Filhos de Xangô. Foi lá, abençoado por Ṣàngó (Xangô), orixá do Fogo que Dança, que teve seu primeiro contato com os atabaques. Cantamos nos terreiros pernambucanos: Ọba onílù màá’lú o [O Rei, o dono do tambor/O Rei tocará o tambor!]. Estamos falando de Ṣàngó! Como percussionista atuou com Dona Glorinha do Coco, Mestre Ulisses e o Coco de Seu Mané, Arnaldo do Coco, Pacheco Cantador, Coco de Selma (grupo formado pelas netas mais velhas de Dona Selma do Coco) e participou, em duas oportunidades, da turnê “Vamos Cirandar!”, com as filhas de Baracho, divulgando a história do Rei da Ciranda nas escolas públicas de Pernambuco. Também acompanhou Mestre Almir do Coco, Jerimum de Olinda, Viola Luz, Adiel Luna e Afroito. Com o mestre de percussão Fábio Curió, mestre do Maracatu Nobre Real, acessou outros tambores como o Ilú e o Tambor Falante. Tambores esses que fazem parte de sua vida. Artesão ligado, desenvolve trabalhos a partir do processo de reutilização de resíduos sólidos descartados indevidamente no meio ambiente; neste âmbito, participou da 24ª Feneart (Feira Nacional de Negócios do Artesanato, maior feira de artesanato da América Latina), ministrando oficina sobre confecção de instrumentos com materiais recicláveis. Bolinho teve uma afeição direta pelo Tambor Falante, chamado também de Tama. Amor à primeira vista, foi tomado por um fascínio pelo mecanismo que compõe o instrumento. Nessa busca, própria dos afetos avassaladores, acessou informações que atravessaram mares e fronteiras. Assim, vem pesquisando e criando Tambores Falantes para grandes percussionistas do Brasil e fora dele. Sua oficina chama-se Troncos e Peles e fica em Maranguape II, no Parque Janga, Paulista.

Troncos e Peles - foto principal

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